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domingo, 4 de maio de 2014

Shoegaze Barriga Verde!

No Blackbird, onde já tive a oportunidade de reencontrar os novos e os velhos,  afinal, a gente cresce,  amadurece, os filhos nascem e a música permanece...aconteceu no dia 26 de abril, uma das maiores noites que a casa já compartilhou com seu público:
 REC ON MUTE e VACINE.
Cartaz: Arte By MaKo DalaKa

Já se passaram alguns dias e fiquei com as músicas na cabeça, ecoando junto à lembranças de uma década nem tão distante, quando tudo isso era novidade pra mim.
REC On MUTE abriu a noite, com acordes e “temperos” de banda com tempos de estrada. Com um pouco mais de um ano, foi a primeira oportunidade de ver banda tocar e confesso que não esperava que a experimentação desses caras resultasse em uma  performance íntima e sonoramente marcada pela distorção suave das guitarras, acontecendo e provocando melodias delicadas em contrapartida ao peso das viradas da bateria, sob o comando de uma figura célebre da cena, Kelson Marcelo também anfitrião da casa. Posso falar de boca cheia, que o projeto só tende a dar muito certo e que está a oito mãos, de pessoas que  tenho um respeito em uma admiração especial!
Como a história de amor que tenho pelo Vacine, a mais ou menos uns 18 anos...
Lembro que foi no final dos anos 90, na extinta casa do Rock em Joinville, em uma época que Smashing Pumpkins, Pixies embalavam meus pensamentos juvenis, foi lá que eu vi Vacine pela primeira vez. Com suas guitarras inflamadas e eu nem bem entendia o que as letras queriam dizer. Mas sempre que Vacine tocava no Curupira, era lá,  na a frente do palco que eu estava, com olhos e ouvidos curiosos.Anos depois, em festivais e outras apresentações, Vacine sempre presente, com suas músicas de uma sonoridade ímpar, mantendo até hoje a identidade musical da banda apesar das sutis mudanças. Vacine não é só mais uma banda que completa seus vinte anos, entre idas e vindas, em sua história a essência das composições mais antigas, até  às mais recentes, são tratadas com a mesma importância, o que mantém no palco uma sinergia incrível e fez com que o público, até mesmo aos que nunca tiveram conhecimento do trabalho da banda.
Ah! E não podia esquecer de agradecer por tocarem Pixies na finaleira!
Que a cultura undergroud se mantenha viva, e que nunca deixe de crescer e evoluir em nossa Santa e bela Catarina, berço de grandes projetos!
Buena Onda! E que em breve nos encontremos!